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segunda-feira, 17 de junho de 2013

DICAS Semanais de Português ( Semana 1)




vejam todas as dicas....

















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120 pegadinhas de Português (13-14-15-16)

Pegadinha 13
O comandante nos disse que ficássemos alertas.

Aqui está uma dica de português para vestibular e concurso, a qual tem gerado muita controvérsia. A palavra alerta pertence à classe dos advérbios e, como tais, é invariável. Não se flexiona para indicar gênero (Ele está  alerta.), como também para indicar número (Permaneço  alerta. Permanecemos  alerta. Eles permanecem  alerta.). Só se admite variação, quando substantivada, isto é, quando a palavra estiver acompanhada de artigo (Esqueci os alertas do comandante.).

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Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:
 
O comandante nos disse que ficássemos alerta. 


Pegadinha 14

Depois de vinte minutos de interrupção, o árbitro deu continuidade ao jogo.
 
Esta seção de dicas de português para concursos expõe um grande equívoco de uso das palavras continuidade e continuação, conforme se explica a seguir. 
        continuidade — propriedade física da superfície dos corpos;
        continuação — prosseguimento; 

Exemplos: 
A continuidade do grande espelho do salão foi afetada por uma rachadura na parte superior direita.
A continuidade do leito da ponte foi interrompida por uma trinca de uns dez centímetros, de lado a lado.
Em continuação a esta exposição de razões, falarei, agora, sobre os meninos de rua.
Precisamos dar continuação àquela partida de xadrez, no prazo máximo de cinco dias contados de sua interrupção.
Depois que o aluno alterado retirou-se da sala, o professor deu continuação à aula. 

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim: 

Depois de vinte minutos de interrupção, o árbitro deu continuação ao jogo. 
 

Pegadinha 15
A polícia não pode prendê-lo porque ele é de menor. 

Eis uma seção de dicas de português para vestibulares e concursos cuja sutileza muita gente boa não percebe.

O predicativo dessa frase liga-se ao sujeito com auxílio de verbo de ligação sem preposição.

O povo é que construiu essa anomalia. Veja outros exemplos de predicativo: 
Ele é sargento do exército.
Ela é maior de 14 anos.
Ela é a rainha do colégio.
Ele é menor de 6 anos.
Meu pai é professor. 

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:

A polícia não pode prendê-lo porque ele é menor de idade. 


Pegadinha 16

Sou difícil de fazer amizade. 
Neste tópico de dicas de português para concursos,  a frase já se inicia por uma incoerência, pois ninguém é difícil ou fácil de coisa alguma. Pelo menos, assim se espera. O que é difícil não é a pessoa, mas sim a  ação de fazer amizade. O sujeito dessa frase é oracional —  fazer amizade — e o predicativo é  difícil. O verbo é de ligação — ser. 

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim: 


É-me difícil fazer amizade.
ou
Fazer amizade me é difícil.
ou 
Fazer amizade é difícil para mim.
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DICAS DE CONCORDÂNCIA (Sérgio Nogueira)


‘Mais bem’ ou ‘melhor’? ‘Menos’ ou ‘menas’? Saiba qual é a forma correta



1.    MELHOR ou MELHORES?
A palavra MELHOR só irá para o plural quando for adjetivo (= mais bom): “Eles foram os MELHORES em campo.”
A palavra MELHOR torna-se invariável quando é advérbio (= mais bem): “Eles analisaram MELHOR os fatos”; “Eles se colocaram MELHOR”.
Usamos a forma MAIS BEM antes de particípios verbais: “Os fatos foram MAIS BEM analisados”; “Estes são os esqueletos de macaco MAIS BEM preservados(…) será possível estudar MELHOR seus hábitos…”;

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“O Corinthians tem vinte e oito pontos e completa o grupo dos oito MAIS BEM colocados”; “Aquele projeto é o melhor, o MAIS BEM planejado”; “O melhor jogador do mundo não é o MAIS BEM pago”; “Ele provou que estava MAIS BEM preparado”; “Quem será o brasileiro MAIS BEM colocado?”
A mesma regra se aplica a MAIS MAL, MENOS BEM e MENOS MAL: “Ele é o jogador MAIS MAL pago do futebol brasileiro”; “Nunca vi termo MAIS MAL utilizado que esse.”

2. MENOS ou MENAS?
MENAS não existe. Use sempre MENOS: “Vieram MENOS pessoas que o esperado”; “Isso é de MENOS importância”.

3.    MESMO ou MESMA?
MESMO (=próprio) é pronome e deve concordar: “Andreia se refere à salada e o brigadeiro é ela MESMA que faz”; “Nós MESMOS resolvemos o caso”; “As meninas feriram a si MESMAS”.
MESMO (=até, inclusive) é invariável: “MESMO a diretoria não resolveu o problema”; “MESMO os professores erraram aquela questão”.

VOCÊ SABE…

…de onde vem a palavra vilão?
Aldeão é quem vive numa aldeia e vilão era quem vivia numa vila. Na sua origem, vilão era o nome utilizado para o cidadão que morava na vila. Era o urbano, o homem da vila, da cidade.
Segundo o professor Paulo Flávio Ledur, no seu simpático livro Os Pecados da Língua, “talvez pela falta de confiança do homem do campo nas suas relações com o vilão, o termo adquiriu o sentido pejorativo que hoje possui”.
No mesmo livro, podemos constatar outras duas curiosidades:
1a) “A equipe perdeu em pleno Maracanã.” É interessante lembrar que pleno significa “cheio, completo”. Em geral, no jornalismo esportivo, “pleno Maracanã” não quer dizer necessariamente que o estádio esteja lotado, e sim que o Vasco ou o Flamengo perdeu “dentro de casa”, ou seja, no seu estádio, na sua cidade. Ironicamente, em breve será possível que uma equipe perca o jogo em “pleno Maracanã” vazio.
2a) “Vivemos num ciclo vicioso de corrupção.” Talvez o jornalista estivesse se referindo ao período (=ciclo) em que estava ocorrendo a corrupção. O mais provável, porém, é que estivesse confundindo ciclo com círculo. Quem está viciada é a expressão “ciclo vicioso”. Infelizmente, a verdade é que “vivemos num círculo vicioso de corrupção”.
E para terminar, um historinha que o professor Ledur me contou e garante ser verdadeira. Teria acontecido numa cidade do interior do Rio Grande do Sul. Candidato à sucessão, em defesa do prefeito do seu partido, teria dito em discurso na reinauguração de uma estrada cheia de curvas e de terra batida, que recebera algumas melhorias feitas pelo prefeito: “O nosso prefeito já arretou e apedrejou esta estrada, e agora vai paralelipeidar todas as ruas da nossa cidade.”

DESAFIO
Talassoterapia é tratamento…
a)    pela água;
b)    pelo sono;
c)    pela água do mar.

Resposta: letra (c): Talassoterapia é o tratamento (=terapia) pela água do mar. “Talasso” vem do grego e significa “mar”.
Tratamento pela água é hidroterapia, e sonoterapia é tratamento pelo sono.

DÚVIDA DO LEITOR

Plural de siglas
Leitora quer saber se os plurais estão corretos: “Unidades Operativas do Senai/RJ = UNOPs do Senai/RJ; Departamentos Regionais do Senai = DRs do Senai.”
Embora não existam regras rígidas para o plural de siglas, é usual e perfeitamente aceitável o uso do “s”: CDs, CEFs, IPVAs, IPTUs, Ufirs…
A única crítica que faço é quanto ao mau uso do apóstrofo: CD’s, CEP’s, DR’s, IPTU’s… O apóstrofo, em português, é para indicar a omissão de fonema/letra: copo de água = copo d’água; galinha de Angola = galinha d’Angola. Não se justifica, portanto, o uso do apóstrofo para indicar o acréscimo da desinência “s” para indicar o plural.

terça-feira, 14 de maio de 2013

CONCORDÂNCIA DO VERBO SER

DICA DE CONCORDÂNCIA
Português para Concursos
Com o verbo SER:
a) Quando não há sujeito (=referindo-se a tempo ou a espaço), deve concordar com a palavra seguinte: “É uma hora da tarde.” “SÃO duas horas da tarde.” “SÃO treze horas.” “DEVE SER meio-dia e meia.” “PODERIAM SER doze horas e trinta minutos.” “ERAM dez para as três.” “SÃO treze quilômetros até o centro da cidade.”
 

Quanto aos dias do mês, para evitar a velha polêmica “hoje é ou são oito de julho”, sugerimos: “Hoje É dia oito de julho.” “Amanhã SERÁ dia nove.”
b) Se o sujeito estiver no singular e o predicativo no plural (ou vice-versa), a concordância se faz de preferência no PLURAL: “Tudo SÃO hipóteses.” “O problema ERAM as chuvas.” “O resultado da pesquisa FORAM números assustadores.” “Esses dados SÃO parte de um relatório elaborado pela comissão especial do Senado.” “As cadernetas de poupança ERAM a melhor garantia para o futuro.” “Estas providências  FORAM a salvação da empresa.”
c) Se o sujeito for nome de pessoa ou pronome pessoal, o verbo deve concordar com o SUJEITO: “Beto ERA as esperanças do time.” “Fernando Pessoa É muitos poetas ao mesmo tempo.” “Eu SOU o responsável.” “Ele é forte, mas não É dois.”
d) Se o predicativo for nome de pessoa ou pronome pessoal, o verbo concorda com o PREDICATIVO: “As esperanças do time ERA o Beto.” “O responsável SOU eu.” “Os escolhidos FOMOS nós.”
e) Se houver dois pronomes pessoais, o verbo SER concorda com o primeiro: “Eu não SOU você.” “Ele não É eu.” “Nós não SOMOS vocês.”
f) Nas frases interrogativas, o verbo SER concorda com o predicativo: “Quem SÃO os convocados?” “Quem FORAM os responsáveis?” “Que SÃO seis meses?”
g) Quando o sujeito for o pronome relativo que, o verbo fica no SINGULAR: “Eu moro neste edifício, que em breve SERÁ só escombros.” “Esta empresa, que hoje É só demissões, já foi líder de mercado.”
h) Se o predicativo for o pronome demonstrativo o, o verbo SER fica no SINGULAR: “Inimigos É o que não lhe falta.” “Eleições diretas É o que o povo queria.”
i) Antes de muito, pouco, bastante, demais…(=indicação de preço, quantidade, medida, porção ou equivalente), o verbo SER fica no SINGULAR: “Mil dólares É MUITO por este trabalho.” “Dez quilômetros É DEMAIS para mim.” “Duas lutas SERÁ POUCO para ele ganhar experiência.”

VOCÊ SABE…
…de onde vem a palavra adivinhação? E se é possível comemorar a morte de um amigo?
1ª) Adivinhação deriva de divino. Assim sendo, dizer que alguém
tem “o dom divino da adivinhação” é redundante, porque o dom da adivinhação já seria divino. E é, por isso, que o verbo adivinhar se escreve com “i”, e não “advinhar”. Há quem confunda o adivinhar e a adivinhação, que vêm de divino, com palavras que receberam o prefixo “ad-“ (=junto) e que se escrevem sem vogal após o prefixo: adjetivo, adjunto, advir, advindo, adquirir, adquisição, advento, adverbial, advertência, advogar, advogado…
2ª) Comemorar deriva de memória: co (=junto) + memorar (=trazer à memória). Significa “lembrar junto, trazer à memória”. Não seria errado, portanto, comemorar o aniversário da morte de alguém. Seria estranho, pois hoje em dia todos nós associamos o verbo comemorar a festejar. Até brincamos: em vez de comemorar, alguns preferem “bebemorar”, como se comemorar fosse derivado do verbo comer. Estranho seria “festejar” a morte do amigo, pois deriva de festa.

CRÍTICA DO LEITOR
“A exímia pista de dança, onde mal cabem quarenta pessoas…”
A crítica do leitor é perfeita. Confundimos exímia com exígua. Exímia é quem revela perfeição naquilo que faz: “Ela é uma exímia dançarina”. No caso da pista de dança, “ela é exígua”, ou seja, “diminuta, que tem pequena dimensão”.

DESAFIO
Que é um hebdomadário?
a)    um animal pré-histórico;
b)    um tipo de armário;
c)    um semanário.

Resposta: letra (c) = hebdomadário é uma publicação semanal. Hebdomático, que vem do grego hebdomatikós, significa “relativo ao número sete”. Hebdômada significa “semana” ou “espaço de sete dias, sete semanas ou sete anos”.

DÚVIDA DO LEITOR
Telessala ou tele-sala? Telessexo ou tele-sexo?
São neologismos.
Não há hífen em palavras formadas com o elemento grego “tele” (=distância): televisão, telespectador, teleducação, telecomunicação…
Quando a palavra seguinte começa por “s”, devemos escrever com dois “esses” para manter o som do “s”: telessala, telessexo, telessena…
O mesmo ocorre com os elementos “mini” e “mega”: minissaia, minissérie, megassena…





PORTUGUÊS - QUESTÃO COMENTADA



Não podemos esquecer da matéria que vem decidindo vagas em concurso que é o Português, por esta razão começaremos a buscar dicas e assuntos referente ao tema, para que você possa acompanhar e estar por dentro de tudo relacionado a LINGUA PORTUGUESA,  hoje iniciamos com  este artigo retirado do "português para concursos", o qual nos tras comentãrios de questões. Bons estudos a todos.

Com relação a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

a) “Na democracia semidireta, são assegurados instrumentos de participação direta do povo nas funções de governo.”
A substituição de “são assegurados” por “assegura-se” preservaria a correção gramatical do período.
b) “Esses instrumentos de participação dão ao povo, conservadas, embora em parte, as formas representativas, a palavra final relativa a todo o ato governativo.”
No trecho “a palavra final relativa a todo o ato”, a partícula a pertence à mesma classe gramatical em ambas as ocorrências.
c) “Na democracia direta, o povo participa diretamente da vida política do Estado, exercendo os poderes governamentais, fazendo leis, administrando e julgando. É, pois, aquela em que o povo exerce de modo imediato as funções públicas.”
A conjunção “pois” exerce, na oração em que se insere, função explicativa.
d) “Na democracia indireta ou representativa, o povo não exerce seu poder de modo imediato, mas por meio de seus representantes, eleitos periodicamente, a quem são delegadas as funções de governo.”
A expressão “a quem” exerce a função de complemento indireto da locução verbal “são delegadas” e o trecho “as funções de governo”, a função de complemento direto dessa locução.
e) “A democracia representativa pressupõe um conjunto de instituições que disciplinam a participação popular no processo político, que formam os direitos políticos que qualificam a cidadania…”
O trecho “A democracia representativa pressupõe” poderia, sem prejuízo para os sentidos do texto ou para sua correção gramatical, ser substituído por: Na democracia participativa, pressupõe-se.

Questão bastante rica e interessante, que exige conhecimento teórico e lucidez para excluir alternativas e chegar à correta. Vamos a elas:

a) “Na democracia semidireta, são assegurados instrumentos de participação direta do povo nas funções de governo.”
A substituição de “são assegurados” por “assegura-se” preservaria a correção gramatical do período.
Comentário: Errado, pois a troca não preserva a concordância plural exigida pelo sujeito “instrumentos…”. Trata-se da voz passiva analítica “são assegurados instrumentos” e da voz passiva sintética “asseguram-se instrumentos”.
b) “Esses instrumentos de participação dão ao povo, conservadas, embora em parte, as formas representativas, a palavra final relativa a todo o ato governativo.”
No trecho “a palavra final relativa a todo o ato”, a partícula a pertence à mesma classe gramatical em ambas as ocorrências.
Comentário: Errado, pois em “a palavra” é artigo e em “a todo ato” é preposição.
c) “Na democracia direta, o povo participa diretamente da vida política do Estado, exercendo os poderes governamentais, fazendo leis, administrando e julgando. É, pois, aquela em que o povo exerce de modo imediato as funções públicas.”
A conjunção “pois” exerce, na oração em que se insere, função explicativa.
Comentário: Errado, visto que a conjunção “pois”, apesar da forma única, tem dois sentidos possíveis:
. No início da oração => conjunção explicativa (= porque): Ele foi o campeão, pois chegou primeiro.
. Deslocado na oração => conjunção conclusiva (= portanto): Ele foi o campeão, ganhará, pois, um bom prêmio
Na questão em análise, temos a conjunção “pois” deslocada na oração:
“É, pois, aquela em que o povo exerce de modo imediato as funções públicas”
“É, portanto, aquela em que o povo exerce de modo imediato as funções públicas”
d) “Na democracia indireta ou representativa, o povo não exerce seu poder de modo imediato, mas por meio de seus representantes, eleitos periodicamente, a quem são delegadas as funções de governo.”
A expressão “a quem” exerce a função de complemento indireto da locução verbal “são delegadas” e o trecho “as funções de governo”, a função de complemento direto dessa locução.
Comentário: Errado, visto que o termo “as funções do governo” é o sujeito da oração.
e) “A democracia representativa pressupõe um conjunto de instituições que disciplinam a participação popular no processo político, que formam os direitos políticos que qualificam a cidadania…”
O trecho “A democracia representativa pressupõe” poderia, sem prejuízo para os sentidos do texto ou para sua correção gramatical, ser substituído por: Na democracia participativa, pressupõe-se.
Comentário: Alternativa correta, mas temerosa, pois toda alteração quase sempre promove alguma mudança de sentido. A coerência da troca ganha força porque o sujeito “A democracia”, por trazer ideia de coisa, aloja-se bem na nova função de adjunto adverbial (“Na democracia”). Depois, troca-se a voz ativa pela voz passiva sintética, o que estruturalmente é correto e mantém o sentido passivo:
. Original: “A democracia representativa pressupõe um conjunto…”
. Reconstruído: “Na democracia participativa, pressupõe-se um conjunto…”