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quarta-feira, 22 de maio de 2013

GABARITO MPU DIVULGADO


MPU 2 - 400Foram divulgados os gabaritos preliminares das provas do concurso do Ministério Público da União – MPU, ocorridas neste domingo, 19/05/13. O Prazo para interpor recursos começa amanhã, 22/05/13 e vai até quinta, 23/05/13. Acesse aqui os gabaritos e provas.



Veja o que fala o edital sobre os recursos quanto às provas objetivas:
8.11 DOS RECURSOS DAS PROVAS OBJETIVAS 8.11.1 Os gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas serão divulgados na Internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/mpu_13, a partir das 19 horas da data provável de 21 de maio de 2013, observado o horário oficial de Brasília/DF.


8.11.2 O candidato que desejar interpor recursos contra os gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas disporá de 2 (dois) dias para fazê-lo, a contar do dia subsequente ao da divulgação desses gabaritos, no horário das 9 horas do primeiro dia às 18 horas do último dia, ininterruptamente. 8.11.3 Para recorrer contra os gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas, o candidato deverá utilizar o Sistema Eletrônico de Interposição de Recurso, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/mpu_13, e seguir as instruções ali contidas.
8.11.4 Todos os recursos serão analisados, e as justificativas das alterações/anulações de gabarito serão divulgadas no endereço http://www.cespe.unb.br/concursos/mpu_13 em data a ser definida no edital de resultado final nas provas objetivas. Não serão encaminhadas respostas individuais aos candidatos.
8.11.5 O candidato deverá ser claro, consistente e objetivo em seu pleito. Recurso inconsistente ou intempestivo será preliminarmente indeferido.
8.11.6 O recurso não poderá conter, em outro local que não o apropriado, qualquer palavra ou marca que o identifique, sob pena de ser preliminarmente indeferido.
8.11.7 Se do exame de recursos resultar anulação de item integrante de prova, a pontuação
correspondente a esse item será atribuída a todos os candidatos, independentemente de terem recorrido.
8.11.8 Se houver alteração, por força de impugnações, de gabarito oficial preliminar de item integrante de prova, essa alteração valerá para todos os candidatos, independentemente de terem recorrido.
8.11.9 Não será aceito recurso via postal, via fax, via correio eletrônico ou, ainda, fora do prazo.
8.11.10 Em nenhuma hipótese serão aceitos pedidos de revisão de recursos ou recurso de gabarito oficial definitivo.
8.11.11 Recursos cujo teor desrespeite a banca serão preliminarmente indeferidos.
Acesse aqui o edital do concurso: http://bit.ly/XsaKUs
Acesse nos links a seguir as provas e os gabaritos:
PROVAS
Analista do MPU – Conhecimentos Básicos - http://bit.ly/12sABOU Analista do MPU – Conhecimentos Específicos - http://bit.ly/166hwZn Técnico do MPU – Conhecimentos Básicos - http://bit.ly/14OuV3w
Técnico do MPU – Conhecimentos Específicos - http://bit.ly/10jDmnC
GABARITOS
Analista do MPU – Conhecimentos Básicos - http://bit.ly/12sALpo Analista do MPU – Conhecimentos Específicos - http://bit.ly/14Ovavg Técnico do MPU – Conhecimentos Básicos - http://bit.ly/119KFje
Técnico do MPU – Conhecimentos Específicos - http://bit.ly/YXEb4A
CONSULTA GABARITO Consulta individual - http://bit.ly/14uLPVc




quinta-feira, 16 de maio de 2013

Estudo propõe fim de provas de múltipla escolha em concursos

Pesquisa da FGV sugere novas formas de seleção de servidores federais.
Para pesquisador, provas práticas e discursivas avaliam melhor candidatos.

Pesquisa feita pelo Centro de Justiça e Sociedade da FGV Direito Rio, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), propõe novas formas de recrutamento e a reorganização do sistema de ingresso no serviço público federal. O estudo foi feito após análise em processos seletivos de 20 órgãos federais, entre eles Abin, Ancine, Anvisa, Banco Central, CVM, INSS, Polícia Federal, Receita Federal, além dos Ministérios do Planejamento, Relações Exteriores e Saúde, entre 2001 e 2010.



“Os concursos hoje provocam um impacto avassalador no mundo sócio-profissional brasileiro. Esses processos seletivos deveriam ser um meio de avaliar competências, mas se tornaram um fim em si mesmos, em detrimento da administração pública, mas em prol de um mercado milionário. Estamos virando um país de concurseiros”, avalia o coordenador da pesquisa e professor da FGV Direito Rio, Fernando Fontainha.

O estudo foi financiado por meio do projeto “Pensando o Direito”, da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e mapeou diversos aspectos, incluindo carreiras com maior oferta de vagas e com melhores salários no serviço público. De acordo com o relatório, a oferta de vagas é maior para engenheiros, seguida, de longe, para formados em economia. Já a remuneração é maior para as áreas de direito, administração e engenharia. E os salários mais baixos são para as áreas de arquitetura e biblioteconomia. Isso em relação aos 20 órgãos analisados.
De acordo com o professor Fernando Fontainha, o estudo não se trata de uma “encomenda particular” feita pelo governo e nem tem a finalidade de se tornar um projeto de lei. Ele diz que um grupo de pesquisadores foi selecionado para fazer a pesquisa, que agora está sendo analisada pelo Ministério da Justiça. “O nosso objetivo é sugerir um novo marco normativo para o setor, propor um debate para o país. A gente fez a análise e se permitiu fazer sugestões”, explica Fontainha. O relatório foi entregue em meados de fevereiro ao governo e a previsão é de que até abril o Ministério da Justiça emita um parecer sobre o assunto.

O estudo propõe o fim das provas de múltipla escolha e a obrigatoriedade de haver em todas as seleções provas práticas e discursivas, além da necessidade de se expor em edital as habilidades e competências para cada uma das carreiras. A sugestão inclui ainda a impossibilidade de um candidato prestar o mesmo concurso mais que três vezes.
“Vários tipos de prova são hoje aplicados no Brasil, sem, entretanto, existir provas práticas, que emulem ou simulem situações reais com as quais o eventual aprovado se depararia no cotidiano da carreira”, diz o professor.

“Por exemplo: um técnico do INSS deve saber atender ao público, muito mais que conhecer abstratamente o direito previdenciário. Ou, ainda, deve saber operar sistemas eletrônicos, o que não passível de aferição por múltiplas escolhas de informática. Como aferir se o candidato é o melhor usuário de banco de dados por múltipla escolha? Por fim, acreditamos que as provas de múltipla escolha são meios excludentes de aferição. Entendemos que elas são usadas para excluir uma grande quantidade de pessoas dos certames. Portanto, concluímos que elas não podem ser usadas para classificar candidatos, dizer quem é mais apto. No pior dos casos, elas somente seriam aceitáveis para pré-seleção, exigindo conhecimentos mínimos.”

Em relação à sugestão de um candidato ficar impossibilitado de prestar o mesmo concurso mais que três vezes, Fontainha diz que a ideia não é vedar o acesso aos cargos, mas incentivar o candidato em concursos específicos, estimulando sua preparação focalizada. Assim, só iria se submeter ao concurso o candidato que estivesse realmente preparado.

Outro destaque é a criação de uma empresa pública para organizar os concursos federais, o que, na opinião dos pesquisadores, poderia baratear as taxas de inscrição e diminuir o número de fraudes. “Seria uma empresa composta por funcionários públicos, assim deixaríamos de terceirizar a organização e a ligação seria funcional, não contratual”, diz Fontainha. Segundo ele, a ideia é que a atividade seja estatal e que os envolvidos sejam servidores afastados das funções, exclusivamente dedicados ao concurso, no período de sua realização.
O estudo sugere ainda que os candidatos aprovados passem pelas chamadas escolas de serviço público. Nessas escolas seria realizado o estágio probatório, que seria a última etapa do concurso, e também o período de formação inicial. “A PF e o Instituto Rio Branco já têm isso, as polícias têm a Acadepol. Seria uma associação de aulas e estágio e, depois de 3 anos, você está confirmado na carreira”, explica o professor.
“Não queremos aperfeiçoar o sistema de recrutamento, queremos outro. Um que articule preparação, realização prática, avaliação, organização e formação em torno de um processo que não seja mais completamente desvinculado da noção de carreira”, diz Fontainha.

Três formas de seleção
O estudo propõe ainda três possibilidades de recrutamento: o recrutamento acadêmico, o interno e o profissional.

O recrutamento acadêmico englobaria a busca por jovens egressos no sistema de ensino que aprenderiam e desenvolveriam das bases as competências necessárias para o exercício da função. As condições de participação seriam focadas no diploma e demais títulos acadêmicos, as provas abordariam o ambiente escolar/universitário e a formação inicial (uma espécie de curso de formação para se preparar para o cargo) seria obrigatória.

O recrutamento burocrático abrange a busca por profissionais já inseridos na administração pública que tivessem interesse em focar suas habilidades no exercício de outra função. As condições de participação seriam focadas no tempo de serviço público efetivo (o recomendável é não menos que 5 anos) e as provas abordariam o ambiente profissional da administração pública.

O recrutamento profissional buscaria profissionais do mercado para oxigenar o serviço público. As condições de participação seriam focadas no tempo de experiência no mercado (recomendável não menos que 10 anos), e as provas abordariam o ambiente profissional externo à administração pública.

“O que nos interessa é debater a possibilidade de democratizar o acesso, com a valorização de perfis diferentes de pessoas. Por exemplo, abrem-se 50 vagas para delegado da Polícia Federal. Decide-se abrir, na verdade, um concurso com três alocações diferenciadas de vagas. O primeiro lote com 40 vagas para recém-formados, sem experiência. O segundo lote com 5 vagas para funcionários públicos com pelo menos 5 anos de exercício efetivo. E o terceiro com 5 vagas para profissionais com pelo menos 10 anos de experiência. Não se trata, em absoluto, de ‘concurso interno’. É a necessidade de discutir a potencial definição de perfis diferenciados de vagas em prol da democratização do acesso”, finaliza Fontainha.


Fonte: G1

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Saiba como estudar para concursos em bancos e na segurança pública

 

Em nossa quarta coluna da série especial sobre as áreas de concursos, vamos abordar os concursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Central do Brasil e na área da segurança pública.
O Banco Central do Brasil é autarquia federal, assim, seus funcionários são regidos pela lei 8.112/90 e adquirem estabilidade após cumpridos os requisitos necessários.

Há concurso autorizado, cuja portaria nº 81 do Ministério do Planejamento, definiu 515 vagas. No total são 100 para técnico (nível médio), 400 para o cargo de analista (nível superior) e 15 de procurador (bacharelado em direito e inscrição na OAB).

Os salários são excelentes: R$4.917,28 para técnico, R$ 12.960,77 o de analista, e R$ 14.970,60 o de procurador. O prazo é de 6 meses até a publicação no edital, que pode sair antes. Portanto, quem estiver interessado deve iniciar logo os estudos.



BNDES
O órgão realiza concursos regularmente, tanto para cargos de nível médio (sem formação específica) quanto para nível superior, com diversas formações. Desde 2009 os concursos têm sido organizados pela Fundação Cesgranrio.

É uma empresa pública federal e, portanto, os funcionários são regidos pela CLT. Cabe observar que, em geral, as vagas são para o Rio de Janeiro.

O concurso mais recente está em andamento. As provas aconteceram em março de 2013, para nível médio e para nível superior com formação em: administração, análise de sistemas - desenvolvimento, análise de sistemas - suporte, arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, comunicação social, contabilidade, direito, economia, engenharia e psicologia. Os salários iniciais são de R$ 2.925,39 para nível médio e de R$ 9.182,01 para superior, com jornada de trabalho de 35 horas semanais. Mais uma vez, o concurso foi realizado pela Cesgranrio.

As disciplinas cobradas para nível médio são português, matemática (incluindo também pontos de raciocínio lógico, estatística, matemática financeira e contabilidade), língua estrangeira (inglês ou espanhol), conhecimentos específicos sobre o BNDES e conhecimentos gerais.

Já para nível superior, as disciplinas são português, língua estrangeira (inglês ou espanhol) e específicas, de acordo com a área escolhida. Há também prova discursiva para todos os níveis.
Sede da Polícia Federal (PF) em Alagoas (Foto: Michelle Farias/G1)
Sede da Polícia Federal (PF) em Alagoas
(Foto: Michelle Farias/G1)

Segurança pública
A área está muito aquecida e devem surgir mais oportunidades até 2016, por conta dos grandes eventos internacionais que acontecerão no país, além das demandas normais por segurança em todas as esferas e áreas de atuação.

Há cargos para diversos níveis de escolaridade, e os de nível superior podem ser em qualquer área de formação ou de formação específica, como os de peritos.

No momento, temos um concurso para a Polícia Federal suspenso desde julho de 2012, com 350 vagas para escrivão, 100 de perito e 150 para delegado. A página da instituição informa que o concurso será retomado, as inscrições reabertas para todos os cargos e as provas devem acontecer em julho de 2013.

Ainda há mais um pedido de autorização para a realização de novo concurso para 1.200 vagas: 600 de agente, 450 de escrivão e 150 para delegado.

Já para a Polícia Rodoviária Federal foi autorizada, em 9 de abril de 2013, a realização de concurso para 1 mil vagas de agente (nível superior). O edital pode sair a qualquer momento, apesar de o prazo ir até outubro. O salário inicial é de R$ 6.479,81.

O último edital deve servir como referência para o estudo, mas não é improvável que sofra alguma alteração, já que o concurso anterior é de 2009. As disciplinas cobradas foram português, raciocínio lógico, informática, física, direito constitucional, direito administrativo, direito penal, direito processual penal, legislação específica, direito civil, direitos humanos e cidadania, direção defensiva, primeiros socorros, e legislação de trânsito.

Veja mais detalhes sobre a área de segurança pública e como se preparar na nossa coluna completa.
*Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”

fONTE: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/05/saiba-como-estudar-para-concursos-em-bancos-e-na-seguranca-publica.html

TRABALHAR E ESTUDAR

Independente do seu concurso não ter aberto ainda, ou ter sido adiado/cancelado/suspenso, ou de você estar muito no início da preparação, falarei sobre um tema que assola muitos concurseiros: conciliar trabalho e estudo.
Administrar o tempo a ser dedicado para cada uma das atividades é uma tarefa central na vida de quem se prepara para concursos, principalmente daqueles que já estão no mercado de trabalho, e que pode ser um diferencial na hora da aprovação. No livro “Como Passar em Provas e Concursos”, estabeleço dois pontos determinantes para uma boa administração do tempo de estudo. O primeiro é a responsabilidade; e o segundo, a flexibilidade.


A responsabilidade é, fundamentalmente, com os objetivos a serem alcançados. Quem se prepara para concursos e já trabalha na iniciativa privada, como profissional liberal ou em uma área do serviço público diferente da que almeja, o faz para, em geral, ao conseguir a aprovação, ter uma situação financeira mais confortável, poder auxiliar a família e ter mais tempo para realizar as atividades que gosta. Desse modo, o estudo é o caminho para se alcançar o objetivo e, para trilhá-lo, é preciso dedicação, compromisso, esforço e flexibilidade.


A flexibilidade é a capacidade do concurseiro de lidar com contratempos e adversidades que podem surgir e atrapalhar seus estudos. São exemplos: uma carga de trabalho elevada, um patrão muito exigente,excesso de atividades, falta de tempo etc. Para contornar esses problemas, o primeiro passo é planejar bem os seus horários, separando tempo para o estudo,tempo para a família, tempo para o trabalho e tempo para o descanso.
Como muitos sabem e muitos livros ensinam,existe um sem-fim de técnicas de estudo, dentre as quais ao menos uma vai se encaixar em seu perfil e ser ideal para a distribuição de sua carga horária, porém,mais importante que ter uma boa técnica é saber aproveitar as oportunidades e os “tempos livres” para ler e rever a matéria. Seja o tempo de deslocamento casa-trabalho-casa, da fila do banco ou das atividades diárias (lavar louça,passar roupa etc), é sempre possível estudar nos intervalos das atividades,mesmo que apenas mentalmente.
Quando estiver no trabalho, no entanto, o concurseiro deve dedicar-se integralmente. À medida que otimizar o tempo do seu trabalho, as atividades não irão se acumular e você não ficará pensando em trabalho durante o estudo.
Lembre-se: ambientes organizados, metas claras e pré-disposição para render o máximo no horário de trabalho são alguns fatores que caracterizam um profissional pró-ativo, producente, eficaz e eficiente. Basta vontade, treino e persistência. Foque no que pode te trazer bons resultados, que você também verá bons resultados nos estudos.
William Douglas é juiz federal, professor, palestrante e autor de diversas obras. Passou em nove concursos, sendo cinco em 1º lugar: www.williamdouglas.com.br.




segunda-feira, 29 de abril de 2013

Primeiro lugar em concurso para oficial da PM mudou tática após ser reprovado


bruno henrique 2 - 400Bruno Henrique Barbosa, de 21 anos, não liga para a rotina exaustiva que está enfrentando desde o dia 5 de fevereiro, quando começou a frequentar o curso de formação de oficiais da Polícia Militar de São Paulo. Além do estudo da teoria, ele está vendo na prática como é o dia a dia na área. (…)

Bruno Henrique Barbosa só conseguiu a aprovação na terceira tentativa
Jovem de 21 anos enfrentou a concorrência de mais de 11 mil candidatos.
Nas primeiras duas semanas, o jovem não pode sair da academia, e agora, ele pode apenas voltar para casa aos finais de semana. Serão quatro anos de estudo, com dedicação exclusiva.


Até alcançar esse sonho, Bruno passou por duas reprovações. Ele só obteve o resultado esperado quando mudou sua estratégia de estudo e encontrou o equilíbrio entre dedicação e vida pessoal. A recompensa foi a aprovação, em 1º lugar, no concurso para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, realizado em junho de 2012. O jovem deixou para trás 11.149 candidatos, uma concorrência de 92,90 candidatos por vaga, e conseguiu uma das 120 vagas na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB).

“Fiquei muito emocionado. Meu pai chorou, minha mãe contou para todo mundo. Foi muito bom deixá-los orgulhosos e mostrar meu potencial”, conta.

Apesar do resultado positivo, o jovem demorou dois anos para descobrir o tipo de estudo adequado para o seu perfil. Encarando os livros por quase 13 horas diárias, Bruno não conseguia ver o resultado de sua dedicação. "Pensava que quanto maior o número de horas de estudo, mais eu renderia. Só que dos 100% que estudava, absorvia 65% no máximo e achava muito pouco", afirma.
Para ele, a mudança da organizadora em 2010, da Fuvest para a Fundação Vunesp atrapalhou sua preparação. Já em 2011, o nervosismo e o estudo incorreto prejudicaram. "Não sabia qual era a melhor estratégia de estudo para mim, apesar de conhecer a prova."
O jovem descobriu sua 'fórmula para o sucesso' apenas no terceiro ano da maratona. "Não encarei a segunda reprovação como o fim do mundo. Foram dois anos de amadurecimento e acabei encontrando o ponto em que eu sabia qual era a dificuldade da prova e como deveria trabalhar o que seria cobrado", diz.
O equilíbrio entre preparação e vida pessoal foi a chave para o resultado positivo. As viagens se juntaram ao grupos de estudo e aos simulados, e passaram a fazer parte de sua rotina.
Mesmo com o apoio e a ajuda financeira da família, Bruno aproveitou o período em que não tinha aulas no cursinho para trabalhar como vendedor temporário em uma rede de lojas de departamento. O dinheiro guardado serviu para custear o projeto.
“Quando vi que não tinha sido aprovado fiquei frustrado, mas sabia que tinha que superar. É um projeto de vida, então você dá um valor muito grande para isso”, lembra o jovem.
A mudança veio com a restrição da rotina de estudo para 9 horas diárias combinada com simulados, resolução de questões de outras provas da banca, atividade física e grupo de estudos. O cursinho tradicional foi trocado pelo da AFAM (Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Militares do Estado de São Paulo), específico para a Academia do Barro Branco.
Na reta final da preparação, ele reservou os domingos para simular o dia da prova. "Muitos sabem, mas na hora se organizam e não conseguem fazer os exercícios". Além de testar a prova objetiva, ele fez a mesma experiência com o teste físico para garantir o fôlego na hora do exame. "Teve bastante gente que parou no meio da prova. No final da tarde, o grupo já não era tão grande", lembra.
Bruno fez 91 dos 100 pontos possíveis na prova objetiva, teve nota máxima em redação, e após passar pelo teste de avaliação física, exames de saúde, exames psicológicos, investigação e análise de documentos e títulos, obteve a confirmação de sua aprovação.
bruno2
Direito x carreira militar
Apesar de seu pai ser militar da Aeronáutica, de morar em um condomínio militar e de ter feito o ensino médio em um colégio militar, Bruno tinha dúvidas sobre seguir essa carreira. “Mesmo com a influência sempre presente, eu nem imaginava”, lembra.
O jovem ‘descobriu’ a carreira militar durante um trabalho como soldado temporário, que serviria para pagar o cursinho. Seu objetivo era cursar direito “Sempre tive o direito em mente, mas na academia vi que a carreira militar condizia mais com o meu perfil”, afirma.
Conhecendo e participando do dia a dia militar, ele teve certeza de qual seria a sua escolha. "Aí o direito caiu por terra. Vi que o que importava para mim era ficar na academia. Apesar dos riscos, carreira do oficialato é promissora e traz benefícios".
Futuro
Após a aprovação, Bruno frequenta as aulas do bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, que tem duração de quatro anos com dedicação exclusiva.
O jovem ainda não sabe em qual batalhão pretende atuar quando terminar o curso, mas confessa seu gosto pelo grupamento aéreo, o Águia da Polícia Militar. "É muito difícil conseguir, vou ter que me dedicar muito. São quatro anos em que muitas ideias vão surgir", afirma.
Para quem ainda busca a aprovação, o aluno oficial lembra que a dedicação sempre traz resultados. "Demorei três anos para conseguir o meu objetivo. Temos que ser os melhores em tudo que fazemos, as recompensas vêm na medida do nosso esforço", completa.

Fonte: G1
http://www.gabaritofinal.com.br/2013/04/primeiro-lugar-em-concurso-para-oficial.html

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

LEITURA DINÂMICA PARTE FINAL

Leitura Dinâmica - - Mito ou realidade

Primeiramente é bom saber o que é de fato leitura dinâmica, já que muitos imaginam como sendo o simples ato de ler um livro em grande velocidade.

Leitura dinâmica é um conjunto de técnicas aprimoradas através do tempo em que se procura aumentar drasticamente a velocidade de leitura sem comprometer a sua compreensão. Essas técnicas foram aperfeiçoadas devido ao crescimento das publicações de livros e o aumento do número de leitores famintos de conhecimentos, que buscavam a todo custo ler uma quantidade maior de livros no menor tempo possível. Portanto leitura dinâmica é uma nova maneira de ler, em que se procura não simplesmente ter somente velocidade, mas captar a idéia do texto, conversar com o texto, entender o que o escritor do texto quer dizer e com isso ter mais prazer na leitura como um todo.


O que é importante salientar sobre a leitura dinâmica é que, é um método como outro qualquer (digitação, memorização, cursos de idiomas), resumindo, necessita de muita disciplina, treinamento e muita determinação.

Na técnica de leitura tradicional, quando uma pessoa é ensinada a ler, as palavras são divididas em sílabas para facilitar a leitura, isto é chamado de vocalização das palavras, que é feito “sílaba por sílaba” e em voz alta. Exemplo: (P E – T E – C A). Mesmo depois de aprender a ler, as pessoas continuam a vocalizar as palavras; só que silenciosamente. Outra forma bastante usada na leitura tradicional, é a sub-vocalização, que é a leitura mental “palavra por palavra”. Exemplo: (V O U – P A S S A R – N O – C O N C U R S O ). Na verdade, estes dois vícios são os maiores obstáculos para quem está praticando a leitura dinâmica.

Na leitura dinâmica, o processo de leitura não ocorre sílaba por sílaba ou palavra por palavra, mas sim pelo bloco de palavras que forma uma idéia, que torna a leitura do texto mais dinâmica e agradável. Observe que como já dominamos a leitura de nosso idioma, algumas palavras não necessitam ser lidas totalmente para que seu significado seja logo entendido, mesmo a leitura de uma frase inteira com o desenho incompleto de suas letras já é suficiente para o seu entendimento.

Exemplos:

MELA – MELAncia – MELAdo

INFOR – INFORmática – INFORmação

CONCUR – CONCURso - CONCURseiro

1. Ho je eu es tu da rei bas tan te pa ra ser a pro va do no con cur so.

2. Durante a prova / muitos candidatos desistiram / porque a prova / estava muito difícil.

Veja que na primeira frase a leitura é mais lenta e seu entendimento muito confuso porque usamos o método da separação das sílabas (essa é a leitura vocalizada). Já na segunda frase, apesar de ser maior, a leitura é mais rápida e a captação da idéia do texto é melhor absorvida (a leitura é feita em blocos de palavras). Esse o grande “lance” da leitura dinâmica, captar as idéias do texto e não simplesmente ficar com a atenção presa na identificação das sílabas para formação das palavras e finalmente identificar essas idéias. Claro evidentemente que isso não se consegue da noite para o dia, eu repito, só é possível graças à prática de exercícios e como em tudo que envolve o estudo, ter muita disciplina e determinação.

Como qualquer curso que conhecemos (memorização, digitação, inglês), existe muitos cursos de leitura dinâmica “caça níqueis”, em livros, dvds, em que se promete uma melhora na qualidade da leitura em questões de dias, o que é totalmente impossível para uma pessoa comum realizar, mesmo porque é uma técnica que se exige uma série de outros elementos para sua total aprendizagem. Por isso é comum encontrar pessoas que compraram um livro ou dvd sobre o método, deram uma olhada já desconfiadas viram que tinham somente exercícios e desestimuladas, desistiriam. Outras, completamente desinformadas engrossam a fileira do negativismo, do isso não funciona, que o melhor e mais prático método, é mesmo o velho e bom “chute”.

ALGUMAS VERDADES E MENTIRAS SOBRE LEITURA DINÂMICA.

Para ser um leitor dinâmico, terei que ter uma boa memória?

Mentira: Memória todo mundo tem (sem memória você não saberia o seu nome, o caminho para o trabalho). A memória é como um músculo precisa ser exercitada diariamente, estimulada através de exercícios simples. Para ser um leitor dinâmico, basta ter interesse e motivação para a leitura.

A leitura dinâmica ajuda quem não gosta de ler?

Verdade: Muita gente não gosta de ler porque o faz de maneira errada e o simples fato de usar um método para melhorar sua capacidade de leitura e aprendizagem, já é um estimulante bastante prazeroso.

Se eu ler mais rápido, minha compreensão vai diminuir?

Mentira: Leitura muito lenta geralmente sobrecarrega a nossa memória operacional, não sobrando espaço para o entendimento. Na leitura dinâmica você vai aumentar sua velocidade de leitura, sem pular palavras e ainda assim aumentar sua compreensão.

Usando a técnica de leitura dinâmica, terei que ler um livro inteiro?

Mentira: Uma das principais lições da leitura dinâmica é exatamente a captura das idéias do texto. Livros ou quaisquer outros suportes de leitura são maneiras de capturar e transferir informações, conhecimento e idéias de um autor para o leitor. No entanto, muitas vezes como no estudo para concursos nos interessamos apenas por alguns tópicos ou passagens abordados no livro. Além disso, a intenção do autor ao escrever o livro não é necessariamente a mesma que a sua para ler o livro. Tenha isso em mente e faça uma verdadeira caça ao tesouro, buscando apenas aquilo que realmente será compatível com seus objetivos. Se você não estiver encontrando alguma informação que valha seu precioso tempo, tenha coragem de saltar parágrafos, capítulos ou até mesmo livros inteiros.

Resumo da Ópera - Não importa se você acredita ou não no método da leitura dinâmica, o importante é que você use métodos, técnicas, que dinamizem seu estudo e façam toda a diferença na nota final.
Fontenele é um concurseiro que estuda com método.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.


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LEITURA DINÂMICA PARTE 3



Leitura Dinâmica e Velocidade do Estudo: Ficção ou Realidade?

Vale a pena utilizar a leitura dinâmica nos estudos para concursos públicos e exames? Vale a pena investir na compreensão e domínio desta forma de leitura? Qual a eficácia e o custo-benefício? É eficiente?
O objetivo do presente texto consiste em na apresentação de algumas considerações e ponderações sobre a leitura dinâmica, bem como sobre a conveniência ou não de sua aplicação aos estudos para concursos públicos e exames.


Primeiramente, registro que faz um bom tempo que venho refletindo e pesquisando o tema, bem como avaliando a pertinência de escrever sobre o assunto, expondo as considerações que serão tratadas no texto, por considerar delicado e polêmico. E saliento desde já que, como em relação a todos os outros temas trabalhados, a intenção não é apresentar verdades absolutas e universais, mas apenas e tão somente, de forma humilde, tecer ponderações e provocar reflexões, para que, a partir daí, cada um tire as suas próprias conclusões, considerando sua realidade e particularidades.
Por outro lado, também há uma intenção de alerta, principalmente considerando que neste universo da preparação para concursos públicos e exames existem “especialistas” (sem especialização) apresentando soluções aparentemente milagrosas, com credibilidade duvidosa, principalmente diante da falta de fundamentos e cientificidade.
Todos passamos atualmente pela angústia, por vezes desesperadora, relacionada ao tempo. Estamos sempre em busca do aumento na velocidade de leitura. Principalmente considerando que vivemos a era da velocidade, na qual tudo deve ser rápido, fácil, ir direto ao ponto, ser pouco oneroso e, de preferência, grátis. Não apenas em termos financeiros, mas inclusive em termos intelectuais e cognitivos.
No caso da preparação para concursos públicos essa angústia é ainda maior. Inclusive, mesmo tendo superado tal etapa, nunca deixei de viver essa angústia. Sempre que estou cumprindo a minha rotina de estudos, até hoje, tenho a sensação de que gostaria de ser mais rápido, para poder consumir cognitivamente mais. A fome de conhecimento é insaciável!
Porém, quando me preparava para concursos públicos o problema era maior. Todos os dias tinha vontade de ser uma máquina cognitiva para estudar tudo muito rapidamente, de modo a poder avançar ainda mais no edital e nas fontes de estudo. Se havia uma prova marcada o desespero aumentava!
Se você passa por isto e se identifica com o que estou dizendo, saiba que sei exatamente o que sente, pois vivi – e de certa forma ainda vivo, intensamente estas sensações.
Portanto, é ponto pacífico que queremos aumentar nossa velocidade de leitura e estudo em geral.
Daí, quando aparece uma solução que vem atender este legítimo e natural anseio, estamos de braços abertos e com total receptividade para abarcá-la.
É nesse contexto que precisamos avaliar e refletir sobre a leitura dinâmica, bem como sobre qualquer outro recurso ou solução que prometa o aumento da nossa capacidade de leitura e cognição.
Muito bem, inicialmente, precisamos partir do conceito de leitura, na sua concepção tradicional. Conceitualmente, segundo o neuropsicólogo português Vitor da Fonseca, a leitura “… implica em processar letras que têm categorizações fonológicas específicas para serem decodificadas e compreendidas. De um processo de captação visual, o cérebro tem em seguida de categorizar formas de letra com sons, por meio de processos auditivos complexos a fim de inferir significações cognitivas contidas em palavras que compõe um texto” (Cognição, Neuropsicologia e Aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 153).
No plano neurofisiológico, segundo sustenta o Prof Ivan Izquierdo, “…uma experiência visual penetra pela retina, é transformada em sinais elétricos, chega através de conexões neurais ao cortéx occipital e lá causa uma série de processos bioquímicos hoje bastante conhecidos” (IZQUIERDO, Ivan. Memória. Porto Alegre: Artmed, 2002, pág 17).
Adotando uma abordagem mais ampla, conforme sustenta a professora espanhola e psicóloga educacional Isabel Solé, em obra específica sobre estratégias de leitura, há três modelos para a compreensão do processo de leitura, os quais correspondem ao ascendente (bottom up), descendente (top down) e interativo (Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998, p. 22).
No modelo ascendente ocorre uma decodificação de cada parte do texto, ou seja, letras e palavras, partindo das partes e passa-se à compreensão do todo. No modelo descendente, as partes e a decodificação perdem importância, diante da preocupação exclusiva com a compreensão do todo. Já no modelo interativo, ostentando caráter misto, existe a preocupação em compreender o todo, sem deixar de ter importância a decodificação.
É exatamente no modelo descendente puro que se situa as estratégias de leitura dinâmica.
Outro conceito importante para a compreensão do processo de leitura consiste na idéia das rotas de leitura.
Teoricamente, existem duas possíveis rotas de leitura, quais sejam, a rota fonológica e a rota lexical. Na primeira (fonológica), após a captação visual das letras e palavras há uma conversão sonoro-mental de sílaba por sílaba ou letra por letra, para depois avançar a decodificação. Na rota léxica, do contato visual da palavra já se passa à decodificação, sem se importar com as letras. (ASSENCIO, Vicente J Ferreira. O que todo professor precisa saber sobre Neurologia. São José dos Campos: Pulso, 2005, p. 46).
Quando vemos a frase “o sbão etsá mituo pqno” e lemos como “o sabão está muito pequeno”, estamos utilizando a rota lexical.
Também no caso da leitura dinâmica há uma prevalência de uso da rota lexical.
Em termos lingüísticos, as letras são unidades que vão compor palavras, sendo que as palavras são unidades de significados que vão compor textos. Assim, as referidas unidades somente podem fazer sentido quando agrupadas.
Com a leitura dinâmica procura-se adotar uma lógica seletivo-excludente quanto aos códigos-letras que formam as palavras e as palavras que formam o texto.
Neste sentido, considero que tal sistemática, quanto ao presente aspecto, pode gerar um risco de comprometimento do contato consciente com letras e palavras importantes. Um exemplo no caso de matérias jurídicas seria trocar remissão por remição ou mandato por mandado.
Mas diante dos mencionados esclarecimentos e considerações, a grande pergunta que continua sem resposta é: vale a pena?
Bem, como já esclarecido, não darei esta resposta. É você deve encontrar a sua própria resposta a partir dos elementos trabalhados.
Uma primeira questão relevante a merecer consideração e reflexão crítica consiste na avaliação da tese de que a velocidade do movimento lateral dos olhos determina o aumento da velocidade da leitura. Minha aposta é de que esta hipótese não se confirma. Não acredito na existência de fundamentos que indiquem a verdade quanto a isto.
O primeiro fundamento é de que, na realidade, não lemos com os olhos. A retina apenas capta a imagem. Lemos, na verdade, com uma parte funcional do cérebro chamada córtex do processamento visual. E nesta atividade também há algum envolvimento do córtex auditivo. Tudo isto fica localizado, em termos de estrutura anatômica, no lobo ociptal.
Daí porque alguns neurocientistas costumam afirmar que lemos muito mais com o lobo ocipital do que com os olhos.
Outro fundamento, quanto à não confirmação da hipótese de que a velocidade de movimentação dos olhos determina a velocidade da leitura, seria considerar que, caso fosse verdade, os portadores de dislexia poderiam resolver o problema treinando a movimentação dos olhos. A dislexia consiste num distúrbio de aprendizagem, correspondendo à incapacidade de decodificação de letras. Para entender um pouco mais sobre este drama, sugiro o espetacular filme indiano denominado “Como Estrelas na Terra” (clique aqui para mais informações sobre o filme, que vale muito a pena assistir).
Mas resumindo, entendo que não há fundamento para sustentar que a velocidade dos olhos não se confunde com velocidade de decodificação de palavras.
Exatamente nesta direção, corroborando a referida tese, conforme sustentam os psicólogos cognitivos Michael W. Eysenck e Mark T. Keane, em tratado de psicologia cognitiva, “…temos a impressão de que os nossos olhos se movem suavemente através da página enquanto lemos, mas a impressão é um tanto equivocada…”. (Psicologia Cognitiva. : Artes Médicas, p. 272).
A tese dos referidos autores serve de fundamento para a minha principal suspeita ou hipótese quanto à velocidade da leitura: considerando o fenômeno da plasticidade, quanto mais estudamos e lemos, mais naturalmente aumentamos nossa velocidade. A plasticidade envolve a idéia de que quanto mais demandamos nossas atividades cognitivas e cerebrais, mais temos capacidade de dar respostas.
O que quero dizer com isto é que, mesmo sem a incorporação de técnicas classificadas como de leitura dinâmica, aquele que se mantém empenhado e disciplinado nos estudos, naturalmente, aumentará cada vez mais a velocidade de leitura. Isto em termos neurofisiológicos.
Por outro lado, quanto mais estudamos, mais aumentamos o universo de informações intelectualmente apropriadas e o nosso universo semântico, o que tende a facilitar a apropriação de novas informações relacionadas. Trata-se do que venho chamando de fenômeno da “Aprendizagem em PG (progressão geométrica)”. E fundamentos para isto existem de sobra.
Basta pensar no modelo de aprendizagem segundo Jean Piaget, para quem este processo ocorre por meio da assimilação (checagem da relação entre o conhecimento novo e o já disponível) e da acomodação (apropriação do novo). Adotando as construções de Alexander Luria, clássico neuropsicólogo russo, quando estudamos um novo conhecimento relacionado ao que já sabemos ocorre o fenômeno do encurtamento da rota cognitiva, quanto à percepção e captura da informação.
Isto também resulta em aumento da velocidade de leitura.
Portanto, esta pretendida condição tende a aparecer de forma natural. E existem limites a serem respeitados.
Na realidade, o que estou a sustentar é que toda leitura é dinâmica. E este caráter dinâmico aumenta na medida em que avançamos em determinado objeto de conhecimento.
Por exemplo, a minha leitura de textos sobre Direito ou Processo do Trabalho é mais dinâmica que de textos sobre Direito e Processo Penal. Da mesma forma, a minha leitura sobre textos de psicologia cognitiva e neurociência é mais dinâmica que de textos de psicanálise (mesmo tendo simpatia pelo tema, não tive condições de investir muitos estudos nas construções de origem freudiana). Ainda no mesmo sentido, os textos que leio sobre gerenciamento de projetos e finanças tendem a contar com um dinamismo maior que os textos sobre outras áreas da gestão, dada a formação que tenho também na referida área.
E exatamente neste sentido, os psicólogos cognitivos antes mencionados (Michael W. Eysenck e Mark T. Keane), ao tratarem da velocidade da leitura, colocam que “…o tempo de fixação em uma palavra é afetado pela quantidade de processamento semântico que é exigida para entender a palavra no contexto de sua frase…(ibdem, p. 274).
Contudo, partindo da hipótese de que estou equivocado, ou seja, de que existem ganhos reais com a leitura dinâmica, em termos de velocidade, independente da plasticidade e da ampliação da base de informações apropriadas, as questões que se colocam são: (1) qual é o tamanho deste ganho? Existem indicadores e pesquisas com parâmetros estatísticos precisos e amarrados que tenham mensurado? (2) quanto custa, em termos de esforços processuais e de tempo, o investimento para o domínio da técnica?
Se o resultado da equação for positivo, vá em frente! Se não, siga o caminho do avanço natural.
O certo é que não se pode buscar o presente recurso sem uma avaliação racional, ponderada, pessoal e subjetiva. Além disto, acredito que ninguém deixará de passar no concurso público ou exame por não ter buscado o presente recurso. Eu e muitos outros candidatos de êxito somos exemplos vivos disto. Aliás, poderia ser indagado aos defensores e propagadores do presente recurso em quantos e quais concursos foram aprovados, utilizando este processo de leitura na preparação.
Mas o fundamental é sempre procurar ter racionalidade na implementação de esforços, avaliando a eficiência de cada caminho adotado. E não se iludir com os sedutores ganhos fáceis apresentados pelos vendedores de ilusão, especialistas sem especialização, pois “não há almoço grátis”!
A intenção do texto é apenas e tão somente contribuir neste sentido.
E mais do que isto: é importante tentar sempre minimizar, controlar e neutralizar o compreensível desespero com a busca do aumento da velocidade de leitura e cognição, mas sem deixar de ter disciplina.
Boa leitura, dinâmica, estática ou normal!





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LEITURA DINÂMICA PARTE 2

Neurologistas explicam prós e contras da leitura dinâmica
PATRÍCIA BRITTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
"Fiz curso de leitura dinâmica e li 'Guerra e Paz' em 20 minutos. É sobre a Rússia."
Descontando certo exagero da frase acima, atribuída ao cineasta Woody Allen, os professores de leitura dinâmica afirmam que, com treinamento, é possível ler de cinco a oito vezes mais rápido, sem prejuízo à compreensão e até com melhor assimilação do conteúdo.
Um leitor comum lê, em média, 150 palavras por minuto e compreende 60%. O leitor dinâmico de nível avançado consegue ler, em média, 800 palavras por minuto, assimilando 90% do texto, afirmam os adeptos da técnica.

 
O webdesigner Janilson Mendes, 26, procurou um curso há quatro anos para melhorar o rendimento na faculdade de engenharia elétrica.
Hoje, com a velocidade de 800 a 900 palavras por minuto, Janilson tomou gosto pela coisa: costuma ler uma obra diferente por semana. Antes, demorava quase um mês para terminar um livro.
O bacharel em filosofia Alcides Schotten, professor de leitura dinâmica há 26 anos, diz que o aumento da velocidade é consequência de uma mudança na forma de ler.
Na escola, aprendemos a ler pronunciando as palavras mentalmente, sílaba por sílaba. Mas a mente consegue captar o significado de uma palavra muito mais rápido do que o tempo necessário para pronunciá-la.
A principal técnica de leitura dinâmica ensina o leitor a parar de pronunciar enquanto lê. Assim, a palavra passa a ser reconhecida por sua forma, como se fosse um desenho, e seu conteúdo é assimilado diretamente.
"A mudança da leitura silábica para a dinâmica é não prestar atenção nas sílabas nem nas palavras isoladamente, mas enxergar as palavras na frase", diz Schotten.
Outra técnica é o aumento do foco do campo visual: enxergar mais de uma palavra ao mesmo tempo, para assimilar o conteúdo de blocos de palavras.
Uma terceira técnica é reduzir a quantidade de pontos de fixação, ou paradas, em cada linha de texto. Durante a leitura, os olhos fazem várias paradas, tão rápidas que é quase impossível perceber. Quanto mais elas ocorrem, mais tempo se leva para terminar o texto.
ACIMA DA MÉDIA
Schotten diz que a velocidade varia conforme o grau de afinidade do leitor com o tema, mas sempre será muito acima da média de 150 palavras por minuto.
E a compreensão, como pode aumentar com uma leitura mais rápida?
"Quando se lê devagar, como a mente é muito ágil, ela se dispersa. Quando se começa a ler dinamicamente, o leitor recebe muito mais informações em um espaço menor de tempo, a mente está ocupada, tem menos tempo para se distrair", diz Schotten.
ATÉ CERTO PONTO
Neurocientistas concordam que é possível ler mais rápido e compreender, até certo ponto, o conteúdo do texto, mas discordam sobre o aumento da capacidade de compreensão.
A neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Valéria Santoro Bahia diz que o método pode ser útil em alguns casos, mas alerta para o fato de que o leitor tem apenas uma visão geral do assunto e provavelmente não vai conseguir memorizar tão bem. Para ela, aplicar a técnica como método de estudo é um erro.
"O conhecimento fica falho. Para quem está estudando ou aprimorando a profissão, é um método que não deveria ser usado."
Para a neurocientista Aniela França, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a vocalização mental que a técnica tenta eliminar é o que ajuda a aumentar a concentração e a entender melhor o conteúdo. "A voz mental é usada até para organizar as ideias no pensamento."
Arte/Folhapress


ASSUNTO DA SEMANA LEITURA DINÂMICA ( ARTIGO 1)


Bom dia lietores do Blog,  nesta Semana estaremos trazendo para você algumas reportagens sobre o assunto LEITURA DINÂMICA. Conheço  amigos que já fizeram cursos pela Internet ou leram livros sobre o asunto e para alguns foi de grande proveito, para outros nem tanto, por esta razão resolvi postar 3 reportagens que falam sobre o assunto. Eu sou favorável a aumentarmos nosso desempenho nos estudos, sendo que cada um tem seu modo de apredizado lendo os aritgoscada um pode analisar e tirar suas próprias conclusões. 

abraços e bons estudos a todos segue o 1º artigo

Como fazer leitura dinâmica e ler mais rápido
 

Ler mais rápido e ter um melhor aproveitamento na leitura é o sonho de todo mundo que gosta de ler. Uma série de métodos chamados de leitura dinâmica podem fazer com que você leia de 5 até 8 vezes mais rápido que um leitor normal, que lê até 150 palavras por minuto com 60% de aproveitamento.

Ou seja, você vai ler até 800 palavras por minuto e ainda ter um aproveitamento de até 80% na sua leitura¹. Mas a pergunta é: o que eu devo fazer para me tornar um leitor dinâmico?!
Confira as dicas abaixo selecionadas pelo blog para você poder ler mais rápido e ter um melhor aproveitamento na sua leitura:
1. Arranje um lugar confortável para ler
Para você ler rápido e sem interrupções, é importante que você tenha um local silencioso, com uma boa luz e além de tudo, que seja confortável. Quanto menos interrupções você tiver, mais rápido e de fácil compreensão será a leitura. Ruídos externos (como televisão, rádio…) podem tirar sua concentração.
2. Nunca pronuncie o que lê
Você já deve ter percebido que seu cérebro compreende mais rápido as palavras do que você consegue pronunciá-las. Portanto não perca tempo lendo em voz alta, isso não vai ajudar você a compreender o texto melhor. Não utilize nem com os lábios ou a garganta.
3. Não veja as palavras como um conjunto de sílabas
Quando você começa a ler rápido, seu olhos, para acompanhar seus comandos, acaba focalizando a palavra em apenas um ponto. Assim, você não lerá o texto como uma sequencia de letras e sim como uma unidade de pensamento².
4. Descubra sua velocidade em pl/min
Para evoluir, você precisa saber o estado em que está agora. Vamos fazer uma conta relativamente simples para descobrir isso.
Vamos dizer que pl/min signifique “palavras por minuto”. Primeiro conte o número médio de palavras em uma página do livro que você está lendo agora (conte quantas palavras tem em uma linha, quantas linhas têm em uma folha e multiplique).
Agora abra um cronômetro, ou simplesmente marque a hora no relógio, e conte em quanto tempo você lê essa folha. Depois disso, faça o seguinte:
Meu tempo de leitura: 47s. Agora Pegue o tempo de leitura (em segundos!) e divida por 60 para descobrir em quantos minutos você leu a página. Exemplo:
Tempo de leitura: 47s ÷ 60 = 0,78min
Palavras por folha: 250 >> 250 ÷ 0,78 = 320 pl/min
Como mostra a conta acima, após dividir o número de palavras na folha que você contou por quanto tempo a leu, irá  descobrir o seu pl/min! Pode até parecer complicado, mas não é. Agora vamos impor metas!
3. Determine qual vai  ser o seu pl/min
Agora você precisa determinar qual será sua meta de velocidade. A conta acima foi do meu tempo, agora eu quero descobrir quanto tempo eu vou levar para ler o livro:
Palavras por folha:
Folhas:
Pl/min:
250
320
320
320 folhas x 250 palavras/folha = 80.000 palavras ÷ 320 = 250 min ou 4h16min
Portanto, se eu seguisse a mesma velocidade teria terminado de ler o livro em pouco menos de cinco horas. À partir do momento que você impõe uma meta, se sente mais motivado a cumprí-la e como consequência, vai ler mais rápido e adquirir esse hábito.
Usando os métodos acima citados, eu poderia impor a meta de terminar o livro em apenas quatro horas. Após fazer a sua conta, confira o seu nível de leitura:
pl/min
Nível de leitura
150
Leitor normal/iniciante
150 a 400
Leitor intermediário
400 a 650
Leitor avançado
650 a 800
Leitor dinâmico
E também confira algumas dicas bem legais sobre a prática da leitura dinâmica publicadas na revista Superinteressante e postadas pelo blog EcoLivros.
Ler de uma forma rápida, mas não entender nada não serve para absolutamente nada, não é? Mas a leitura dinâmica, além de ajudar a ler mais rápido ainda torna o texto mais compreensível, pois sua atenção durante a leitura estará mais focada.
Se você não tem o hábito da leitura, ou acha que ler dá sono ou é cansativo, saiba que isso pode acontecer, porque todos nós aprendemos a ler sílaba por sílaba, o que torna a leitura de fato muito cansativa. Resta a você procurar progredir no desenvolvimento da sua leitura, investindo principalmente na leitura dinâmica!
O que é prazeroso na leitura é se aventurar naquela estória que vai se formando em nossa cabeça, quanto mais rápido lemos mais rapidamente a cena vai se formando e assim fica impossível ter preguiça ou até mesmo sono.
Entretanto há exceções. Leituras que sejam mais “pesadas”, como os clássicos, requerem um pouco mais de prática que um livro juvenil, por exemplo. A velocidade de leitura varia de livro para livro, mas quanto mais você praticar – e consequentemente ler – mais rápido e com mais facilidade irá ler e compreender.
Pensei neste artigo quando a  Maeva, do Murphys Library disse que lia um livro de 500 páginas em 4 horas! Eu fiquei de boca aberta, levando em consideração que eu demoraria pouco menos de uma semana para terminar. Pelo menos agora eu, e você também, sabemos um pouquinho mais sobre a leitura dinâmica e poderemos aproveitar nosso livros de uma melhor maneira possível e dar espaço para vários outros também!







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